domingo, 26 de abril de 2009

O acesso à informação através do jornalismo político e econômico

A informação é disponibilizada de várias formas, uma delas é por meio da política e da economia, ou melhor dizendo, do jornalismo que cobre tais segmentos.
O que dificulta a assimilação é a linguagem usada, tanto pelos jornalistas econômicos quanto pelos jornalistas políticos, recaindo sobre este último também a preocupação em trazer à tona algum fato passado pertinente ao assunto em pauta.
A grande dificuldade também de o jornalista atingir o público recai na resistência de determinadas pessoas em querer receber a informação, até mesmo analisada por alguns sociólogos como uma questão cultural.
O acesso à informação há muito se democratizou, o que não se viabilizou ainda foi a forma de receber o conhecimento tão importante à degustação da informação.

FHC: presidente sociólogo/sociólogo presidente ou...

Fernando Henrique Cardoso nasceu no que popularmente chamamos "berço de ouro" e, não sei se podemos dizer que por isso ou por seus méritos, ocupou o cargo máximo da política no país: Presidente da República Federativa do Brasil, de 1994 a 2002.
Licenciado em Ciências Sociais, teve como seu mestre Florestan Fernandes, ao qual atribui a responsabilidade de nele despertar o lado sociológico, emblematizando-o por toda a sua vida.

No livro "As identidades do Brasil", o autor diz: "... Até 1978, F.H.Cardoso foi um excepcional cientista social"... "Após 1978, ele se tornará um "político excepcional". Foi quando abdicou de sua identidade de cientista social, sendo eleito suplente de senador pelo MDB, alcançando a eleição para o Senado pelo PMDB, em 1983 e 1986. Foi ministro da Fazenda do governo Itamar Franco, em 1993, quando criou e implementou o Plano Real.

Sempre acreditou que a justiça social somente viabilizar-se-ia com o desenvolvimento da civilização tecnológica e capitalista. Nessa linha, defende que a dependência dos países pobres aos países desenvolvidos alavancará o desenvolvimento dos países dependentes. "... o seu conceito de "dependência permite a análise das estruturas de dominação de classes e grupos sociais das sociedades dependentes, bem como dos seus meios políticos para a imposição dos seus interesses ao conjunto da sociedade..."

Ainda que como trabalho acadêmico, pesquisou os escravos, que não sendo considerado sujeito, fez com que buscasse explicações na auto-representação do sujeito modernizador do Brasil: o empresário industrial, concluindo que o empresário não se considera governo, mas unicamente povo.

O autor de "As identidades do Brasil" afirma que F.H.Cardoso "... perderá seus escrúpulos populares e nacionalistas e assumirá o projeto burguês..."

Defensor da importação de tecnologias, como o fizera em seu livro Dependência e Desenvolvimento na América latina, enfatiza a aplicação do desenvolvimento pela industrialização controlada pelas multinacionais, desfavorável a uma luta nacional contra as mesmas. Diz que dependência é um termo que melhor explica a situação de um país em relação a outro em melhor posição econômica do que "subdesenvolvimento".

Considerado por muitos como um "príncipe" (de Maquiavel), Fernando Henrique Cardoso sempre se distanciou dos demais políticos por intelectualidade exacerbada, mas admite a falta de brilhantismo na condução do processo docente, pois reclama de não ter discípulos, mas tão unicamente alunos.

Faculdade Fraca X Faculdade Forte

Muito há ainda que se aprimorar a respeito da avaliação das faculdades, principalmente porque o aluno não estuda para dar "nome" à instituição na qual se vincula. O aluno estuda para consolidar a sua formação.
É importante a relação (até mesmo afetiva) entre docente e discente? Com toda a certeza é extremamente importante, afinal ninguém dá crédito àquele com o qual não se coaduna(harmoniza). É essencial também a responsabilidade com a qual se abraça uma causa e da consciência de por ela lutar.
Advindo da faculdade A, B ou Z, o que importa é que ainda vale o velho ditado no mercado de trabalho: "Quem não tem competência não se estabelece"

Política e Economia: acesso à informação

A capacidade do ser humano em assimilar o que lhe é passado depende diretamente do nível de instrução que o mesmo possui. Isso se reflete claramente com a informação, as pessoas tanto podem ter dificuldades quanto facilidades em decodificá-la, isso dependerá do grau de conhecimento que os indivíduos possuem. A informação política e econômica, hoje em dia, já não é vista como como algo tão complexo, o que depende, é claro, do meio que a propaga. É interessante notar que, com o desenvolvimento dos meios de comunicação e até mesmo com a interação deste com o entretenimento, ficou mais fácil entender política e economia. Porém, para ter conhecimento sobre tais assuntos, é preciso, pelo menos, ter uma base de informação que dê sustentação a esse tipo de assunto; e para isso acontecer, é preciso obter conhecimento.
Entretanto, temos que observar que, em um país em como o Brasil, em que a desigualdade social é alarmante, nem todos têm acesso ao conhecimento, sendo assim, não terão "base" para sustentar ou decodificar as informações que lhes são passadas.

"Não basta, apenas, facilitar a maneira como a informação é passada, é preciso primeiro, instruir àqueles que a receberão."